1.  Definição da I.R.M.
 
2.  Regras de Projeção
 
3.  Zonas topográficas
 
4.  Mapas Topográficos
 
5.  Signos
 
6.  Coração
 
7.  Brônquios
 
8.  Vértebras dorsais da espinha dorsal
 


4. Mapas topográficos
Os mapas topográficos delimitam e definem a superficie dos íris e das pupilas. Nos mapas podemos localizar e situar a posição dos signos que manifestam as diferentes alterações.

O modelo de mapa topográfico que definimos, possue as seguintes caraterísticas: está dividido por 360 graus e 8 coroas.

- Divisão por graus:
A divisão em 360 graus, tem sua origem no centro geométrico pupilar (O1). Traçando um eixo cartesiano na origem da pupila, os graus partem desde a parte superior do eixo Y1 (eixo Y da pupila). No íris esquerdo seguem o sentido das agulhas do relógio. E no íris direito no sentido contrário às agulhas do relógio. Pelo tanto no eixo Y1 coincidirá com os 360º e 180º, e no eixo X1 com os 90º e 270º em ambos íris.

- Divisão por coroas:
Estabelecem-se 8 coroas concêntricas, com as referências seguintes: C1, C2, C3, C4, C5, C6, C7 e C8. Para a delimitação das coroas se levou em consideração, a topografía do íris e a localização das alterações. Estabelecem-se três coroas para delimitar a superficie existente entre a orla interior do íris (orla pupilar) e o colar (colarinho) (C1, C2 e C3). E cinco coroas para o espaço existente entre o colar e a orla exterior do íris (orla basal) (C4, C5, C6, C7 e C8).

O colar ou colarinho é uma zona do íris que se apresenta mais marcada devido à sua natureza, com forma de círculo concéntrico (irregular na realidade), que divide ao íris em duas zonas diferentes. As zonas que delimita possuem caraterísticas diferentes, devido a ter diferente tom ou cor, ou bem por projetar diversos tipos de signos. Os círculos concêntricos que dividem o íris em coroas, têm as seguintes caraterísticas:

- O centro geométrico de cada um deles, está deslocado levemente.

O mapa está criado assim pelo seguinte motivo:
Existe um deslocamento entre os centros geométricos da pupila e da orla exterior do íris (orla basal). Na maioria dos casos não coincidem, pelo que se produz o fato de existir mais superficie de íris num dos lados da pupila.

O deslocamento da origem da orla basal com respeito da origem da orla pupilar se produz da forma seguinte: Tomando como referência o eixo cartesiano que temos fixado na origem da pupila, o deslocamento do centro geométrico da orla basal, está deslocado levemente para o ângulo lateral do olho. E em menor medida para abaixo. Traçando um eixo ao longo dos 40 e 220 graus, o íris fica dividido em duas zonas de 180º cada uma delas. Mais, a zona localizada entre os 40º e 220º pelo ângulo lateral do olho, tem mais superficie. E a zona localizada a partir dos 220º até os 40º pelo ângulo medial do olho, tem menor superficie.

Este deslocamento pupilar varia dumas pessoas para outras, pelo que resulta difícil dar medidas. Somente podemos recolher este fato, e o apresentamos no nosso mapa topográfico. Ao tempo que refletimos uma realidade do íris, localizamos com mais exatidão as zonas de projeção.

- A espessura dalgumas coroas, é diferente:
O espaço percentual que ocupam as coroas, está dividido da forma seguinte:

- As coroas nº 1, 2 e 3 se dividem o espaço ocupado da seguinte forma: a distância existente entre a orla pupilar e o colar em partes iguais, sendo um 33,3% a largura das suas coroas.

A distância entre a orla exterior do íris e o colar, divide-se nas proporções seguintes:

A largura da coroa nº 4 ocupa um 15,41%.
A largura da coroa nº 5 ocupa um 30,76%.
A largura da coroa nº 6 ocupa um 30,76%.
A largura da coroa nº 7 ocupa um 15,38%.
A largura da coroa nº 8 ocupa um 7,69%.

 



Temos escolhido um tamanho da pupila adequado às condições nas quais vamos estar com uma técnica de visão normal. Em condições diferentes de luz, as dimensões da pupila variam. Como conseqüência a superficie do íris se reduz, diminuindo também as coroas em forma proporcional.
Sua observação resulta mais dificultosa.
O deslocamento pupilar, descrito antes, pode ser devido ao fato de que na zona topográfica do íris, que desloca à pupila, manifestam-se um maior número de alterações que no resto da superficie iridiana. Ao existir uma maior atividade iridiana, se produz um maior desenvolvimento dos estromas localizados nessa superficie.